Baobáxia versão 3 - pacote DEB
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Pajelança Quilombólica na Casa de Cultura Tainã
By Edward King, 2023 ABSTRACT This article explores the development of speculative Black digital territories in Brazil and examines the challenge they pose to online architectures of social control. It does so through an analysis of Baobáxia, an autonomous digital infrastructure project that connects the audio-visual archives of quilombo communities. I place Baobáxia, which is run by Rede Mocambos, within a spectrum of strategies of Black digital territorializations in Brazil before carrying out a closer analysis of the hesitation it evidences between seeking permanence for the archives of its communities and turning network precarity into a strategy of resistance against digital capitalism. The article ends by considering the Baobáxia network as an enactment of speculative technology by placing it in the context of recent works of Afrofuturist science fiction, including the 2019 film Bacurau, that have reimagined the quilombo for the digital age. While Big Tech platforms use online data to predict and therefore control the behaviour of internet users (which Sun- ha Hong describes as “technologies of speculation”), Baobáxia takes a step towards placing control of the future in the hands of communities and therefore reinstating the possibility of a future that might be different to the present.
Para Mestre Joelson, o desafio da docência na UFBA faz parte da estratégia de enfrentamento às opressões vividas pelos povos tradicionais. “Não venho só, venho acompanhado de todo um movimento de ancestralidades. A pedagogia é pra fora da sala, precisamos ver as ações, dialogar com o território. Sou grato à UFBA, muitos alunos dessa casa ajudaram a construir a Teia dos Povos e essa é uma forma de ampliarmos a luta”. Mestre Joelson foi contratado em regime de dedicação exclusiva, por tempo determinado, mediante “Edital Interno 01/2023 – IHAC – Chamada para Processo Seletivo para Apresentação de Candidaturas do IHAC ao Edital Professor Visitante Notório Saber 2023 PROEXT/UFBA”, a partir de 04/dez/2023. Sua primeira atividade foi a aula conjunta com o professor visitante Horácio Machado Araóz, da Universidade de Catamarca, na Argentina, no minicurso Ecologias Políticas desde Abya Yala e encerramento da disciplina Cultura e Desenvolvimento. No primeiro semestre de 2024, Joelson ofertará um curso em Tópicos Especiais em Culturas junto ao programa de pós-graduação em Cultura e Sociedade (Pós-Cultura), onde integra o quadro docente como Professor Visitante, colaborando para o componente de Tópicos Especiais em Humanidades e Estudo das Contemporaneidades, na graduação no IHAC, e Estudos Socioeconômicos e Ambientais, na graduação na FAU, e atuará com atividades de ensino, pesquisa e extensão, sob a Coordenação de Leticia Marques e supervisão de Felipe Milanez, que apoiou a contratação do Mestre. Também se articulam nessa ação de acolhimento de mestre Joelson uma teia de professores que irá colaborar com os cursos oferecidos por mestre Joelson, e grupos de pesquisas onde ele participará de debates, além de Felipe Milanez, no IHAC e o Grupo de Ecologias Políticas, com os professores Felipe Estrela, da Faculdade de Direito; Thaís Rosa, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (grupo Margear/PPGAU e Residência AU+E) ; Gilca de Oliveira, da Faculdade de Economia e do Geografar, Ana Lúcia Lage, do BI de Humanidades e Bianca Rückert, do BI Saúde, do IHAC, entre outros docentes e discentes que contribuem para a recepção do Mestre em Salvador. Viva Mestre Joelson e a luta dos povos!
Tecnologias, infraestruturas e redes feministas: potências no processo de ruptura com o legado colonial e androcêntrico. Autonomia, linguagem e segurança são as três categorias fundamentais que neste artigo desvelam a noção de tecnologia feminista que vem sendo construída em movimentos feministas da América Latina. Os diferentes sentidos mobilizados nessas categorias são observados a partir da atuação de coletivas latino-americanas de mulheres, pessoas trans e não binárias voltadas para produção e uso das tecnologias de informação e comunicação, redes autônomas e infraestruturas. Nesse cenário, tecnologia feminista é uma perspectiva construída por esses movimentos engajados em um debate tecnopolítico na interface com conhecimentos sobre internet, autonomia, infraestruturas digitais e segurança da informação para ativistas. A partir de pesquisas recentes desenvolvidas pelas autoras, este artigo apresenta e analisa a constituição dessa perspectiva e sua contribuição para a construção de alianças com as tecnologias e redes sociotécnicas que sejam divergentes do legado colonial e androcêntrico. Palavras-chave: Tecnologia Feminista, Infraestrutura Feminista, Redes Autônomas e Comunitárias, Segurança Digital, Internet. Autores: Débora Prado de Oliveira Daniela Camila de Araújo Marta Mourão Kanashiro
Autores: NITO, Mariana Kimie da Silva (1); SOSTER, Sandra Schmitt (2) RESUMO: A compreensão contemporânea do patrimônio cultural possibilita diferentes apropriações e reivindicações pelo direito à memória, aflorando práticas e projetos que partem de processos colaborativos, iniciativas da sociedade civil organizada e do Estado. Nesse sentido, o campo da Educação Patrimonial se destaca por ter promovido a participação social nas políticas e ações do patrimônio cultural no Brasil, principalmente por meio do método de inventário participativo. Essas políticas e ações ganham força e se interinfluenciam através do uso de tecnologias digitais, desvelando outras camadas da complexidade da sociedade contemporânea. Com a constante evolução das Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC), as possibilidades de trabalho sobre as referências culturais das comunidades locais e o patrimônio cultural oficializado são imensuráveis. Neste artigo, refletimos sobre como tecnologias de georreferenciamento e a Internet podem contribuir para a democratização do patrimônio, com base na ideia de patrimônio de código aberto e colaborativo. Para fundamentar essas questões, abordamos os métodos de Inventário Participativo e Cartografia Social a partir de suas semelhanças e dos desafios apresentados pelo meio digital, problematizando o papel dos cidadãos e o processo educativo. Assim, nossa questão principal é: Qual relação queremos construir entre sociedade e patrimônio por meio da tecnologia digital? ABSTRACT: The contemporary understanding of cultural heritage enables different approaches and demands for the right to memory, rising practices and projects that start from collaborative processes, initiatives from organized civil society and the Government. In this regard, the field of Heritage Education stands out for having promoted social participation in cultural heritage policies and actions in Brazil, mainly through the participatory inventory method. These policies and actions gain strength and influence each other through the use of digital technologies, unveiling other layers of the complexity of contemporary society. With the constant evolution of Information and Communications Digital Technology (ICDT), the possibilities for working with cultural references of local communities and classified cultural heritage are immeasurable. In this paper, we reflect on how georeferencing technologies and the Internet can contribute to the democratization of heritage, based on the idea of open source and collaborative heritage. To support these issues, we approach the methods of Participatory Inventory and Social Cartography based on their similarities and the challenges presented by the digital medium, problematizing the role of citizens and the educational process. Therefore, our main question is: What relationship do we want to build between society and heritage through digital technology?
Pra aprender tem que botar sentido: diálogos sobre despossessão, terra e conhecimento com mestres do assentamento Terra Vista – BA. 2017. xv, 138 f., il. Dissertação (Mestrado em Antropologia Social)—Universidade de Brasília, Brasília, 2017. Resumo: Esta pesquisa foi realizada entre 2014 e 2016 junto a camponeses e camponesas do Terra Vista, assentamento de Reforma Agrária localizado em Arataca, Bahia. Esse território foi constituído a partir da luta de trabalhadores despossuídos que sonham em realizar uma relação com a terra em que a fartura seja plena. Hoje são desenvolvidas diversas ações que visam promover a recuperação da Mata Atlântica em confluência com o sistema de cultivo denominado Cacau-Cabruca – em que o cacau é plantado dentro da mata nativa. Além disto, a comunidade busca construir processos educativos enraizados nos saberes-fazeres de seus mestres e “mais velhos”. Neste contexto, o presente trabalho partiu de uma proposta de pesquisa demandada pela comunidade em que me foi solicitado realizar um diálogo com seis anciãos considerados mestres. A partir da escuta a suas narrativas e da convivência com estes, organizei o texto considerando três dimensões do “ser mestre” camponês. Em primeiro lugar, argumento que ser mestre é ser guardião da memória coletiva e, portanto, oferecer um espelho para que os mais jovens possam olhar para dentro de si. Em segundo lugar, afirmo que essas pessoas não apenas narram histórias sobre si e sobre o contexto sócio histórico de que são parte; elas são guardiãs de conhecimentos sobre a natureza e sobre princípios que regem o cultivo agrícola e a vida, propondo e criando meios para vivenciar a fartura. Por fim, os mestres também assumem um papel de – por meio do diálogo – desafiar as pessoas a engajarem-se no e com o mundo de maneira reflexiva, com os outros e enraizada na realidade. Na travessia camponesa, argumento que os mestres são aqueles que sabem escutar os sinais da natureza e aprender com ela; a natureza toma simbolicamente o lugar de mestre. Assim sendo, tornar-se sujeito é, em princípio, reconhecer-se como parte de um caminho andado junto, passa por saber as histórias daqueles que romperam cercas, furaram mundos para que os que hoje pisam essa terra, e ela própria, estejam vivos. Abstract: This research was conducted between 2014 and 2016 among peasants from Terra Vista, a Land Reform settlement located in Arataca, Bahia. This territory was constituted from the struggle of deposseded workers who dream to build a relationship with the land in which abundance is fully plenty. There are many actions being developed today which aim to promote the recovery of the Atlantic Forest, converging with the cultivation system Cacau-Cabruca, where cocoa is planted within the native forest. Besides that, the community aims to build educational processes rooted in the knowhow of their master and “elderlies”. In this context, the present dissertation arises from a community request. I promoted a dialogue with six elderlies who were considered masters. From listening to their narratives and living with them, I’ve organized the text considering three dimensions of the peasant “being master”. First, I argue that being a master is being a guardian of the collective memory, and, therefore, offering a mirror so the youngsters can look within themselves. Secondly, I affirm that these people not only narrate stories about themselves and about the social historical context they are a part of; they are guardians of knowledges about nature and about principles that guide agriculture and life, proposing and creating ways to live in abundance. Lastly, the masters, through dialogue, also take on a role of challenging people to engage in and with the world in a reflexive manner and rooted in reality. I argue that masters are those who can listen to the signs of nature and learn with it; nature symbolically takes the role of the master. Therefore, becoming a subject is, in principle, recognizing oneself as part of a shared path, and knowing the stories of those who broke fences and pierced worlds for the ones who step on this land today, and for the land itself, to be alive. Autora: Mariana Cruz de Almeida Lima
Encontro na Casa de Cultura Tainã
Parceria com a Unesp traz nova infraestrutura computacional e sistema fotovoltaico que melhora conectividade de moradores da aldeia Wede’rã. Objetivo é assegurar controle sobre acervo de produções audiovisuais, estratégia que o grupo adota desde a década de 80 para registrar e transmitir suas tradições.
Fruto da junção entre “baobá” e “galáxia”, Baobáxia é um sistema digital livre criado para permitir o armazenamento e compartilhamento de materiais multimídias por locais com pouco ou nenhum acesso à internet. Desenhada por integrantes e parceiros da Rede Mocambos, essa plataforma faz parte da jornada educativa praticada pela Casa de Cultura Tainã com quilombolas, indígenas, caiçaras e assentamentos sobre apropriação tecnológica digital. Voltado para funcionar principalmente com comunidades rurais, esse software livre sincroniza informações de forma descentralizada a partir da internet, quando disponível, e/ou pela troca de dados entre as pessoas que circulam com o programa instalado em algum dispositivo móvel. Seu processo de implementação assumiu a dinâmica de andanças pelos territórios e ganhou o nome de “Baobáxia na Rota dos Baobás” por incorporar saberes ancestrais com plantio de mudas da árvore milenar africana nos encontros de diálogos tecnológicos. Com o sistema Baobáxia instalado no quilombo Campinho da Independência, como um parceiro da rede, esta pesquisa buscou explorar caminhos para identificar como o trabalho promovido pela Rede Mocambos, em articulação de comunidades tradicionais e políticas públicas, foi ou não assimilado no Campinho em seu contexto digital. Partindo de uma revisão bibliográfica sobre a formação da internet, o caso programa GESAC para áreas rurais e o Programa Cultura Viva, este trabalho também agregou visitas de campo, entrevistas, análises de bases de dados e conteúdos digitais. Com apoio de autores que trabalham redes sociais, como Barnes e Bott, e teóricos que trabalham com apropriação tecnológica, como Fouché e Eglash, este trabalho trata-se de uma exploração inicial sobre o tema que envolve redes multiculturais de pessoas e saberes na apropriação conjunta de tecnologias comuns. A synthesis of words “baobab” and “galaxy”, Baobáxia is a free digital system created to allow the storage and sharing of multimedia materials by places with restrictions or no access to the internet. Designed by members and partners of Rede Mocambos, this platform is part of the educational journey practiced by Casa de Cultura Tainã with quilombolas, indigenous, caiçaras and small farmers on digital technological appropriation. Designed to work mainly with rural communities, this free software synchronizes information in a decentralized way from the internet, when available, and/or from the data exchange between people who circulate with the program installed on some mobile device. Its implementation process assumed the dynamics of wanderings across the territories and earned the name "Baobáxia on the Route of the Baobabs" for incorporating the planting of seedlings of the ancient African tree through meetings of technological dialogues. With baobáxia system installed in quilombo Campinho da Independência, as a partner of the network, this research sought to explore ways to identify how the work promoted by the Rede Mocambos, in articulation of traditional communities and public policies, was or was not assimilated in Campinho in its context digital. Started with a bibliographic review on the formation of the internet, the case of the GESAC program for rural areas and the Cultura Viva program, this work also included field visits, interviews, analysis of databases and digital content. With the support of authors who work with social networks, such as Barnes and Bott, and theorists who work with technologies made by technologically marginalized populations, such as Fouché and Eglash, this work is an initial exploration on the theme that involves a multicultural network of people and knowledge in the joint appropriation of common technologies. Autor: Daniel Cardoso de Andrade
No livro O comum entre nós: da cultura digital à democracia do século XXI, o autor Rodrigo Savazoni perscruta inúmeras formas do viver comunitário, desde os tradicionais modelos com os quais escolhemos e/ou nos é legado existir, aos contemporâneos estilos de um conviver virtual em plataformas digitais que extrapolam as divisas geofísicas e, num arrojado movimento de liberdade, se lançam contra até mesmo modos de vida hegemônicos que nos cercam cotidianamente. Pautando-se por uma linguagem clara e direta, a coleção pretende despertar, em igual medida, o interesse tanto de pesquisadores da área de tecnologia e comunicação como de um público leitor mais abrangente, que se vê envolvido em seu cotidiano com aparatos tecnológicos permanentemente conectados. Em formato digital, faz uso de um suporte hábil em ampliar as possibilidades de acesso a estudos acerca de aspectos centrais da vida contemporânea. Dessa forma, reforça o papel da leitura como expediente-chave da educação concebida em bases emancipatórias, utilizando a tecnologia digital como ferramenta propícia a um espaço social crítico, inventivo e renovador.
Este artigo, baseado em trabalho de campo etnográfico, examina a origem e o desenvolvimento da Baobáxia, uma rede digital para compartilhamento de conteúdos produzidos em comunidades. A Baobáxia surgiu no Brasil em comunidades quilombolas no início dos anos 2000 expandindo-se para outros grupos marginalizados na América do Sul, África e Europa. Focamos no papel essencial que a árvore baobá exerce nessa rede, levantando a questão dos recursos materiais que sustentam a Internet e o capitalismo digital. Em nossa análise, a Baobáxia exemplifica uma “Internet terrestre” que expõe a ilusão capitalista de desmaterialização e revela uma abordagem diferente para o desenvolvimento de tecnologia em meio às crises ambientais planetárias recentes. O artigo demonstra a articulação dos conhecimentos ancestrais com as novas tecnologias na concepção e construção da Baobáxia, uma rede adaptável às condições geográficas, ecológicas e infraestruturais, fomentando a resistência, autonomia e sustentabilidade comunitária. O desenvolvimento da Baobáxia, historicamente enraizada e voltada para o futuro, é um experimento esclarecedor na exploração e compartilhamento de maneiras de criar mundos que sustentam vida. Nosso estudo sobre essa evolução transatlântica do baobá, nos últimos cinco séculos, desafia o quadro espaço-temporal frequentemente limitado da pesquisa etnográfica. Desta forma, defendemos uma abertura metodológica para perspectivas alternativas de interlocutores etnográficos para orientar a compreensão acadêmica sobre o mundo. Autores: Shaozeng Zhang, Mariana Ribeiro Porto Araujo Ana Carolina de Assis Nunes
Autonomia, linguagem e segurança são as três categorias fundamentais que neste artigo desvelam a noção de tecnologia feminista que vem sendo construída em movimentos feministas da América Latina. Os diferentes sentidos mobilizados nessas categorias são observados a partir da atuação de coletivas latino-americanas de mulheres, pessoas trans e não binárias voltadas para produção e uso das tecnologias de informação e comunicação, redes autônomas e infraestruturas. Nesse cenário, tecnologia feminista é uma perspectiva construída por esses movimentos engajados em um debate tecnopolítico na interface com conhecimentos sobre internet, autonomia, infraestruturas digitais e segurança da informação para ativistas. A partir de pesquisas recentes desenvolvidas pelas autoras, este artigo apresenta e analisa a constituição dessa perspectiva e sua contribuição para a construção de alianças com as tecnologias e redes sociotécnicas que sejam divergentes do legado colonial e androcêntrico. Autoras: Débora Prado de Oliveira Daniela Camila de Araújo Marta Mourão Kanashiro
Este artigo tem como intenção pensar e construir outras maneiras de compreender as tecnolo- gias no campo de estudos de Ciência, Tecnologia e sociedade (CTS) na América Latina e no Caribe a partir da valorização e reconhecimento dos saberes e conhecimentos tecnológicos das comunidades quilombolas, camponesas e indígenas os quais têm sido apagados e desco- nhecidos. Além disso, esse trabalho objetiva esclarecer a mestiçagem dessas tecnologias pró- prias com as tecnologias alheias para fortalecer a memória e o resgate do próprio. Neste senti- do, articulam-se os trabalhos de Henrique Cunha Junior, sobre tecnologias africanas, Alexan- der Herrera Wassilowsky, sobre conhecimentos dos povos andinos, Alberto Acosta sobre o Bem viver e Silvia Rivera Cusicanqui sobre o conceito do ch’ixi com duas experiências orga- nizativas: MinkaLab, da Colômbia, e a Rede Mocambos no Brasil. Ambas as experiências reconhecem, valorizam e compartilham os conhecimentos tecnológicos ancestrais e tradicio- nais das comunidades camponesas, indígenas e quilombolas como estratégia para resgatar o próprio, construir um bem viver, resguardar a memória e respeitar a diversidade de conheci- mentos e de rasgos culturais característicos da Abya Yala. Do mesmo modo, quer-se identifi- car o uso e apropriação das tecnologias alheias como instrumento para o fortalecimento dessa memória e a criação de uma mestiçagem tecnológica. Ana María Rivera Fellner Leander Cordeiro de Oliveira Luiz Ernesto Merkle
Com o intuito de ampliar as discussões sobre a adoção dos Recursos Educacionais Abertos (REA) e o seu potencial emancipatório, o presente artigo aprofunda a reflexão teórica e filosófica sobre o que são os REA e sobre suas implicações sociais. A discussão é feita em três etapas: i) a relação dos REA com outros movimentos de código aberto; ii) a associação entre REA e os preceitos de uma educação emancipatória de Paulo Freire; iii) a projeção desses resultados na Teoria das Sociedades do Conhecimento de Nico Stehr. Como resultado dessa discussão, o artigo propõe o conceito de Capacidade de Ação Emancipatória, entendida como os conhecimentos, saberes e práticas que precisam ser mobilizados para indivíduos, ou grupos, se emanciparem. Assim, deseja-se contribuir para a defesa de que a superação das injustiças sociais passa pela incorporação, em especial na educação, das práticas e filosofias dos REA, incluindo a cultura livre, as tecnologias livres e a ciência aberta. Autores: Marina de Freitas Leonardo Albuquerque Heidemann Ives Solano Araujo
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Pajelança de instalação do datacenter comunitário livre, da mucua do baobáxia alimentados por sistema solar. Plantio ritual do baobá.
Produção, compartilhamento, gestão e uso da comunicação é tema desta oficina, com nosso amigo e parceiro Vince Tozzi, da Rede Mocambos. A atividade abordará como construir uma rede de comunicação livre no seu próprio território, além de apresentar a experiência da Rede Mocambos na construção de uma tecnologia para compartilhar e preservar memórias digitais comunitárias. Trasmitido na sexta feira 18 fevereiro das 16h as 18h na tv.taina.net.br
Oficina da Escola Livre Mercado Sul: Territórios Digitais Livres - Baobáxia
Processo manual de sincronização dos acervos das mucuas Lélia e Abdias. No processo se manifestam alguns bugs da plataforma e as soluções aplicadas.